O que é o Slingshot — Puzzle de Assistência Gravitacional
O Slingshot dá-te uma sonda que não podes pilotar. Sai da plataforma em linha reta, com um rumo fixo, e nunca curva sozinha. O que controlas é a gravidade à volta dela. Toca numa célula vazia e aparece ali um planeta; quando a sonda atravessa essa célula, o planeta dobra-lhe o rumo exatamente um quarto de volta, turquesa para a direita da marcha e rosa para a esquerda. Levas um número pequeno e fixo de planetas, contados nos losangos do cabeçalho, por isso um setor resolve-se com colocação e não com reflexos. Nada te persegue além de um bónus de tempo que vai caindo enquanto pensas.
Cada setor tem cristais e um portal. O portal fica selado até o último cristal estar a bordo, portanto uma trajetória que lá chegue cedo demais acaba ali mesmo, e a ordem por que o percurso varre os cristais passa a ser o verdadeiro problema. Um asteroide termina o voo no contacto, sair da grelha também, e um percurso que se fecha sobre si mesmo orbita para sempre sem chegar. Uma linha tracejada mostra o desfecho antes de lançares. A Operação Diária dá cinco setores fixos; o Voo Livre continua, com três cascos e tabuleiros de seis a nove casas de lado.
Como jogar
- Escolhe a Operação Diária para os cinco setores que todos recebem hoje, ou o Voo Livre para uma viagem sem fim com três cascos. A sonda já espera na plataforma.
- Toca numa célula vazia para largar um planeta: o turquesa dobra a sonda um quarto de volta para a direita do rumo, o rosa para a esquerda. Toca outra vez para inverter.
- Segue a linha tracejada, que se redesenha a cada toque e mostra exatamente onde o voo acaba. Os losangos do cabeçalho contam os planetas que ainda tens no compartimento.
- Recolhe todos os cristais antes de deixares a linha cair no portal e carrega em Lançar, Enter ou Espaço. A tecla R limpa o setor.
Estratégias que funcionam
- A pré-visualização é grátis, o lançamento não. A linha tracejada já traz o veredito e a frase por baixo do tabuleiro dá-lhe o nome: asteroide, fora do setor, portal selado, órbita estável. Um lançamento que sabes que vai falhar custa 150 pontos nesse setor e, no Voo Livre, um dos três cascos.
- Pensa no planeta como curvatura e não como direção. Ele nunca aponta a sonda a um alvo: acrescenta um quarto de volta fixo em relação ao rumo com que a sonda chega. A mesma casa com o mesmo spin manda a sonda para outro lado se lá chegares a subir em vez de ires para leste.
- A ordem dos cristais é o puzzle todo. O portal só abre com o último a bordo e tocar-lhe antes disso termina o voo, mas o portal costuma ficar perto do fim do percurso. Constrói um laço que varra todos os cristais antes de deixares a linha cair sobre ele.
- Uma casa com cristal não aceita planeta, porque os planetas só assentam em células vazias. A sonda atravessa sempre um cristal em linha reta, logo a curva tem de acontecer numa casa livre antes ou depois dele. Se o cristal estiver num canto, procura a casa livre um passo à frente.
- Lê os asteroides como um mapa. A rocha só é colocada onde o percurso previsto nunca passa, por isso um campo denso marca espaço morto e o corredor entre as pedras anda perto da solução. O primeiro setor diário traz um asteroide; o quinto traz cerca de sete.
Um pouco de história
A assistência gravitacional é engenharia a sério. Uma sonda que passa perto de um planeta em movimento sai com outra velocidade e outro rumo, tomando emprestada uma fatia do momento orbital do planeta. A Mariner 10 foi a primeira missão a usar a manobra para chegar a outro planeta: passou por Vénus em fevereiro de 1974 e alcançou Mercúrio no mês seguinte. A Voyager 2 aproveitou um alinhamento raro dos planetas exteriores para visitar Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno. O Slingshot é um puzzle original escrito para este site, não uma simulação: troca as órbitas contínuas por uma grelha e uma curva limpa de noventa graus.
Perguntas frequentes
É preciso instalar alguma coisa? Funciona no telemóvel?
Não é preciso instalar nada nem criar conta. O Slingshot corre no navegador, nesta mesma página, e o tabuleiro está dimensionado para caber num ecrã de telemóvel sem barra de scroll. O nome de piloto, o progresso e a classificação local ficam guardados no navegador.
Como funciona a pontuação?
Um setor concluído vale 1000 pontos, mais 250 por cada planeta que sobre e um bónus de tempo que começa em 500 e desce cerca de dez pontos por segundo até chegar a zero aos cinquenta segundos. Cada lançamento falhado tira 150. O Voo Livre soma 100 por setor de profundidade.
O desafio diário é igual para toda a gente?
É. Os cinco setores da Operação Diária nascem de uma semente derivada da data em UTC, por isso todos os pilotos do planeta recebem os mesmos cinco tabuleiros no mesmo dia e todos mudam ao mesmo instante. O Voo Livre sorteia uma viagem nova de cada vez.


